sábado, 14 de setembro de 2013
da solidão (vai e vem)
...é de vento a solidão. Vai e vem. Mar. Tem barulho de mar. Alto. Forte. Assim mesmo. Mesmo dentre os prédios e os carros da cidade. Cinza. É só fechar os olhos. Cantarolar cícero em pensamento. Fechar os olhos. E o oceano vem. Vai e vem, vai e vem. De solidão. Tem sensação dos pés tocando a areia. Sorriso solto. Sem contar tempo. Nulo. Por aí. Vai e vem, vai e vem. E eu nem sei. Se fui. Se fiquei. Talvez tenha ido. Talvez tenha ficado. De alma pendurada nos varais das casas e dos prédios por aí. Vai e vem. Tem cheiro de alegria confundida com agonia. Não sei pra quê tanta alegoria. Pra saltar pra canto algum. Nulo. Por tudo que é canto. Por aí. E vai e vem, vai e vem. Eu vou. Já fui. Pra fugir do gosto seco de não ter quem abraçar por vezes. Das vezes em que o coração cresce mais que o peito. De solidão.Que vai e vem, vai e vem. Vai. Já foi.
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