sexta-feira, 27 de setembro de 2013
das mãos de quem tem meu coração (desistência, resistência ou insistência?)
...é de vento o próprio vento. Atinge o rosto. Corta a pele. Faz revirar de angústia a alma dentro do corpo. Vento frio. Nesses dias frios. Que droga. Nem parece Primavera. Tão assim. Tão sem mim. Tão sem fim. Nos lábios rachados resta pouco do gosto. Do beijo que às vezes sinto medo de nunca mais sentir. E eu quero calor. No vento que me atira ausência. Quero presença. O calor. Do abraço. Do desejo. Das mãos dela. Eu quero o calor das mãos dela. Quando tocam meu corpo. Alcançam minha alma. Preenchem meu vazio. Desfiguram minhas tristezas. Me estremecem cada canto do que é meu. Eu quero o calor das mãos dela. Das mãos dela. Que me deixam sem saber o que dizer. Que me trazem o universo num segundo só. Que suportam meu amor. Que me carregam no colo. E, por deus!, eu estou mesmo escrevendo uma poesia ou qualquer coisa que o valha sobre mãos. Mas não sobre quaisquer mãos. Que isso fique bem claro. E não sobre mãos frias. Que isso fique bem claro também. É sobre as mãos dela. Sobre o calor das mãos dela. É desistência. Resistência. Insistência. Me engano. Me entrego. Qualquer coisa pelas mãos dela. Qualquer coisa pelo nosso amor.
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