sábado, 14 de setembro de 2013

por não entender




...é de vento o amor que eu sinto. Pelas flores. Pelas mãos dela. Olhos vãos hão de não entender. Mas nunca pisaram neste jardim. Por nunca saber da primavera. Por nunca sentir a primavera. E hão de jamais entender. O que é vê-la sorrir. O que é ouvi-la falar. Ninguém sabe. Ninguém nunca viu. Somente eu. Então eu sei. Eu vejo. Eu canto, sinto, ouço, faço, amo, vivo. Primavera. E por não entender, olhos vãos hão de dizer que há de ser nada. Nada além distração. Ilusão. Mas, deixa que digam. Eu sei. Do amor que ela traz. Do amor que eu trago. Do amor que nós somos como uma só. É sintonia. Onipresente. Mesmo na distância. Olhos vãos hão de não entender. Porque não sabem de nada. Nunca viveram primavera. Nunca souberam de nós. Nunca nos viram a sós.

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