sábado, 14 de setembro de 2013

post-mortem




...é de vento o riso alterado dos corpos que sobreviveram à tempestade. É difícil encontrar cor ou motivo de felicidade em meio a tantos escombros. É difícil querer estar. Comemorar a estadia depois de tanto choro. Silêncio. Bobagem. Tem esperança. Sim. Dá pra consertar. Tem de haver um jeito. A alegria de ainda respirar. Tem que ter. Tem que ser maior que a agonia. Tanta coisa que partiu. Tanto tivemos de deixar para trás. Mas há vida. Ainda. Se houver amor. Há vida.

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